Dia #101 – Príncipe pai

Hoje, 11/02/14, completo 1 ano e meio de namoro com o príncipe pai (mesmo parecendo que são uns 5 anos que estamos juntos).

Incrível, mas tem 1 ano e meio apenas que a minha vida mudou completamente.

Costumo dizer que a gente brigava muito mais quando não namorávamos ainda (quase todo dia e era sempre bem sério). E olha que foram 5 meses dele me enrolando ficando. Acho que eu era muito insegura do que ele sentia e ele era muito fechado, daí ficava difícil mesmo. E por brigar muito, ele que ficava inseguro de começar o namoro (bem, pelo menos, foi isso que ele disse algumas horas antes da gente começar a namorar).

aniversario

Hoje em dia a gente quase não briga. E quando briga, eu brigo sozinha. Porque ele me deixa falando e fica só me olhando (com aquela cara de que sou maluca, sabe?). Tem coisa mais irritante? Não! Então até evito brigar pra eu não me estressar sozinha. rsrs

Acho que a sensação que tenho de estarmos há muito mais tempo juntos se deve pelo fato do nosso início de namoro não ter sido nada convencional, ter sido muito intenso. Logo que começamos o namoro, descobrimos o câncer na mãe dele e foi tudo muito rápido.

inicio-de-namoro

Isso nos uniu muito, estávamos sempre juntos. Contei tudo aqui pra vocês, lembra?

Quando ela faleceu, não tinha coragem de deixá-lo sozinho nem por um minuto e fui ficando na casa dele, até quando nos vimos comprando uma cama de casal.

Ele me pediu em casamento. Mentira, pediu nada (pediu nem em namoro, meus amigos que pediram rsrs). Me deu a aliança e disse que eu sabia o que era. Ou seja, estou esperando o pedido até hoje.

pedido-casamento

Fechamos os detalhes do nosso casamento, da realização do meu sonho, mas faltando 1 semana exatamente para completar 1 ano de falecida, a minha sogra mandou o João de presente pra gente.

Doeu muito, mas tive que cancelar tudo do casamento, pois o dinheiro não iria dar.

Não me arrependo de absolutamente nada do que aconteceu e vem acontecendo na minha vida. Não mudaria nenhuma vírgula.

O meu filho é a consequência mais linda que isso tudo poderia gerar. Nunca imaginei minha vida assim, nunca imaginei sentir algo assim. A construir uma família é a melhor sensação do mundo.

construir-familia

E o amor e admiração que eu tinha pelo príncipe pai só aumenta. Às vezes na hora de dormir, fico olhando pra ele já dormindo e agradeço a Deus por ter encontrado o amor da minha vida ainda nessa vida, não é louco? Tem gente que passa pela vida e não o encontra. Mas eu sei que esse amor não é dessa vida e nem acaba nessa vida.

Fico com tanto medo de acontecer alguma coisa a ele que me dá vontade de chorar.

Não é porque é meu noivo, mas é uma das melhores pessoas que conheço no mundo, de coração bom. Cuidou da mãe como ninguém, cuidou da vó, cuida muito bem de mim e do João, dos tios avós. Não sabe dizer não pra ninguém (e isso me irrita às vezes). Dedicado no trabalho.

Amo ver quando faz carinho na minha barriga, faz cosquinha nela pra brincar com o João, quando conversa com ele, enche a barriga de beijo. Tenho certeza que meu filho não poderia ter outro pai, porque ele já exerce esse papel lindamente.

Descrevo isso como um amor e admiração tão fortes, que chega a doer o peito. Deve ser porque tá quase transbordando, né?

me_completa

Enfim, feliz 1 ano e 6 mesinhos pra gente. Nosso presente tá chegando aí.

Beijos,

Nanda 😉

Não esqueça de acompanhar a gente no Facebook. Curte lá: http://facebook.com/365diasmeamando

Para quem quiser falar comigo sobre qualquer assunto, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com. Respondo todos os e-mails que vocês me mandam ;)

Anúncios

fevereiro 11, 2014. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , . Uncategorized. Deixe um comentário.

Dia #68 – A Solidão eu deixei no Passado

Recebi um e-mail fofo de uma leitora tão fofa quanto, e que contou que terminou o namoro e tá meio ruizinha, sabe?! Lembrei tanto quando eu terminei meu namoro de quase 4 anos.

Foi meu primeiro namorado, meu primeiro homem. Eu tinha 18 anos e achava que era o amor da minha vida, que nunca ia acabar, que íriamos casar, ter filhos e envelhecer juntos. Até nomes dos filhos nós já tínhamos na cabeça. Minha mãe sempre me dizia que ele poderia ser meu primeiro, mas não era meu último e eu não poderia tratá-lo como o último homem do mundo. Odiava quando ela falava isso, porque tinha certeza, sim que ele era o primeiro e último homem da minha vida.

Minha mãe gostava, mas não gostava dele. Acho que mais engolia por causa de mim, não sei. Eu achava aquilo um absurdo, milhares de vezes briguei com meus pais por causa dele e caía na besteira de contar pro ex sobre as brigas. O que ele fazia? Me colocava contra meus pais, como qualquer outra faria.

Com isso aprendi que o que acontece com meus pais, eu deixo entre meus pais e eu e o que acontece com meu namorado eu deixo entre meu namorado e eu. Não misture. Não dá certo! No momento da raiva você quer desabafar com alguém, mas depois que a raiva passa você fica de bem com seus pais, mas seu namorado acaba ficando com raiva deles. O mesmo acontece ao contrário.

Quando terminamos, parecia que um buraco no chão tinha se aberto. Me vi completamente sozinha. Pela primeira vez na vida chorei no colo da minha mãe e eu dizia que sentia mais falta do “amigo” do que do “namorado”. Isso tudo porque abri mão da minha vida e vivi a dele, os meus amigos passaram a ser os amigos dele. Me sentia realmente muito sozinha.

Doía muito o meu peito, respirar fundo doía, parecia que tinha algum bolo impedindo minha respiração. Era uma dor que, apesar de todo mundo me dizer que ia passar, eu tinha a sensação de que não ia.

Solidão

Tive uma mega ajuda de um mega amigão, mesmo. Eu não tinha vontade de sair de casa, nem nada. Mas ele me forçou a sair. Começamos com uma viagem pra acampar num lugar maneiríssimo, Aldeia Velha. Desde então não parei de fazer amigos novos, amigos esses que só ficam mais firmes com o passar do tempo.

Eu nunca saí tanto na minha vida, saía todos os finais de semana. Ocupei todo o meu tempo livre, porque cabeça vazia é oficina do diabo. Não dava espaço pra pensar nele. E não digo de night, eu ia fazer social na casa de amigos (a maioria das sociais eram na minha casa, na verdade), ia em bares, passear no shopping, programas culturais, viagens, entre outras mil atividades.

Eu não tinha esquecido ele, eu tinha apenas optado por não sofrer, eu tinha apenas aprendido a viver sem ele.

Fazem mais ou menos 4 anos que terminamos e até o ano passado eu achava que não conseguiria esquecê-lo completamente. Até que ele foi lá em casa, nós ficamos e eu vi que não sentia absolutamente mais nada por ele. Foi uma sensação libertadora. Não sei nem explicar. Acho que até mesmo ele percebeu isso, porque ficou meio triste e me procurando por alguns dias depois.

Até que ele foi mega babaca comigo e aí que não quis mais ele na minha vida nem como amigo. Não tenho em nenhuma rede social e não quero mais nenhum tipo de contato com ele.

Hoje eu fico parando pra pensar e não consigo entender porque diabos eu era apaixonada por ele. Ele só me diminuia. Me dizia toda hora que eu precisava emagrecer e que quando emagrecesse, ele até teria ciúmes de mim. Me sentia completamente horrorosa quando ele dizia isso.

Nunca me deu flores nesse tempo todo de relacionamento. Cheguei a pedir muitas vezes (toda mulher quer ganhar flores, né?) e ele dizia que dar flores era jogar dinheiro fora porque flor murcha.

Num aniversário meu (nós já tínhamos terminado, mas estávamos de rolinho), ele me ligou e ao invés de me dar parabéns, me perguntou como ele fazia um Orkut. Chorei tanto nesse dia.

Descobri algumas mentiras que ele me contava pra eu ficar com ciúmes dele e até sentir raiva de algumas meninas.

Não me arrependo de nada que vivi com ele. Meus cunhados são a melhor “herança” que eu poderia receber desse relacionamento. Adoro demais esses dois e tenho como parte da minha família.

Me serviu para ter os pés mais no chão, não me iludir, não aceitar que me diminuam e, principalmente que ninguém é feliz pra sempre e nem triste por muito tempo.

E hoje eu tô aí. Achei que não ia passar, mas passou. Ninguém morre de amor.

Ah, e hoje eu sou amiga ainda dos amigos dele e ele não mais. Sou chamada para os aniversários, encontrinhos e tudo mais, ele não.

Beijinhos 😉

Para falar comigo sobre qualquer assunto, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Autoestima de hoje: Alta

O que me detonou: Lembrar dessa parte complicada da minha vida

O que fiz de bom por mim: Simplesmente deixei o passado NO PASSADO

novembro 30, 2012. Tags: , , , , , , , , , , , , , . Uncategorized. Deixe um comentário.

Dia #57 – Mãe, deixa eu escolher sozinha

Essa semana eu estava vendo na TV um caso de uma menina que namorava o amigo da mãe e a mãe, óbviamente era contra. No tal programa que eu estava vendo, tinham pessoas discutindo o assunto, inclusive uma psicóloga. Num determinado momento, alguém comentou que talvez a menina nem gostasse tanto do cara, mas era uma forma de bater de frente com a mãe.

Esse caso era Fictício, mas me fez lembrar muito a minha história.

Antes do meu namorado atual, só tive mais 2 namorados sérios. Minha mãe nunca gostou de nenhum dos dois. O primeiro podia ir na minha casa quando tinha alguém para fiscalizar, mas não podia dormir lá de jeito nenhum. O segundo, nem entrar na minha casa podia.

Isso sempre me incomodou muito. Incomodar não é a palavra certa. Me deixava triste e furiosa. Até criou uma super rivalidade entre eu e minha mãe.

Quase sempre tínhamos um pega pra capar teeeenso. Cheguei a sair de casa por diversas vezes.

O segundo namorado eu nem gostava dele, ele não tinha nada a ver comigo, até me irritava muito, inclusive. Depois que terminamos, já me peguei diversas vezes pensando porque diabos eu fiz isso, porque namorei com um cara que eu nem curtia.

Hoje eu tenho plena consciência que fiz para bater de frente com a minha mãe. Para mostrar pra ela: “Olha aqui, não adianta você proibir meu namoro. Eu sou dona do meu nariz e faço o que eu quiser”.

Eu cheguei a um ponto rídiculo de quando tínhamos 7/8 meses de namoro, estar sufocada, mas sabe por que eu não terminei? Queria completar 1 ano de namoro e provar pra mim e pra minha mãe que tinha futuro, sim, naquilo que ela disse que não teria.

Logo depois de completar 1 ano, eu terminei e ficava com ele escondido. Não contava nem para os meus amigos. Acho que eu tinha vergonha.

Apesar de tudo, não me arrependo de nada.

Eu sei que minha mãe e todas as outras mães querem o melhor para nós, os filhos. E muitas das vezes querem decidir pela gente, para que não tenhamos sofrimento.

Mas na boa! Você que é mãe, deixa seu filho quebrar a cara. Não adianta você falar, mesmo que, no fundo, saibamos que é arriscado, só aprendemos o que é bom ou ruim quebrando a cara.

Não adianta também falar que não vai dar certo, que você  já passou por isso e se ferrou. Porque nós, os filhos, vamos dizer que com a gente pode ser diferente e que queremos tentar. Sim, concordo que as histórias são diferentes, épocas diferentes e o que não deu certo na sua vida, pode dar na minha ou na de qualquer outra pessoa.

Queremos andar com nossas próprias pernas, dizer que fracassamos, mas tentamos, vivemos. Se eu não tivesse vivido nada disso, não saberia que era ruim e ainda estaria com isso na minha cabeça, estaria pensando como seria se eu tivesse tentado.

Proíbir um namoro não vai fazer com que seu filho não namore aquela pessoa. Ele vai fazer as coisas escondidos de você, vai mentir e ainda vai ficar contra você. É isso que quer?

Seja mais amigo do seu filho. Não deixe de aconselhá-lo. Porque se não aconselhar, ele vai pensar que o largou de mão. Mostre pra ele o que você acha sobre o assunto, mas deixe que ele decida se quer ou não isso pra vida dele.

Hoje em dia a minha relação com a minha mãe está em outro nível. Ela é minha amiga e acho que até gosta do meu namorado atual. Ele está sempre lá em casa e até dorme lá de vez em quando.

Eu e a minha mãe nos damos muito bem, na medida do possível (somos muito parecidas e às vezes batemos de frente). Tenho uma tatuagem com o nome dela e uma outra tatuagem que é continuação da tatuagem dela (fiz as duas em momentos diferentes da minha vida e sem avisar à ela que iria fazer). Minha mãe tem escrito “Viver e não ter a vergonha de ser feliz” e eu tenho “A Beleza de ser um eterno aprendiz”.

Mas  essa história podia ter tomado outro rumo.

Para falar comigo sobre qualquer coisa, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Autoestima de hoje: Alta

O que me detonou: Odeio o Supermercado Guanabara e os seus 5 aniversários por ano. E trabalho perto de um. Caos total. Apocalipse!

O que fiz de bom por mim: Hoje é sexta, né?!

outubro 19, 2012. Tags: , , , , , , . Uncategorized. 2 comentários.