Dia #71 – A pior violência é a violência psicológica

Eu sou assinante da Revista Gloss. No mês de Dezembro viajei antes do exemplar do mês chegar e quando voltei acabei esquecendo dele. Só achei perdido essa semana na minha escrivaninha (na bagunça da minha escrivaninha) e estou lendo aos poucos.

Ontem li um artigo que tenho que dividir com vocês. O nome é “Palavras que machucam”, escrito pela Juliana Araújo.

“Não é preciso levar um tapa para estar em uma relação violenta. Um cara pode espancar a autoestima de uma mulher só com o que ela diz. O nome disso é violência psicológica”. -E foi assim que eu desejei um excelente 2013 à todos no Facebook. Um 2013 com menos violência e mais autoestima.

Violência Psicológica

Vamos comentar algumas partes desse artigo?

“Casos de violência psicológica (..) geralmente começam de um jeito bem disfarçado. A príncipio, o ciúme doentio pode ser confundido com cuidado, e a humilhação pode soar como brincadeirinha. Aos poucos, a vítima vai ficando isolada (dos amigos, da família) e com a autoestima baixíssima, o que torna mais difícil a reação.”

Conforme eu fui lendo esse artigo, me dei conta que vivi isso por muitos anos, mas não fazia idéia.

“(..) o receio de assumir que o casamento ou o namoro não está funcionando ainda é um motivo que leva mulheres a se submeter à violência. ‘Para algumas delas, não ter um parceiro representa um fracasso. Em nome disso, qualquer coisa vale’, diz a psicanalista Carolina Scheuer (..)”

Bom, no meu caso foi um pouco diferente. Eu aceitava aquilo, porque era meu primeiro namorado. Achava que era normal. Normal de quando se tem intimidade. Só agora, nessa ‘nova’ relação que me encontro que eu vejo que NÃO, NÃO era nada normal as coisas que eu passava. O normal é ter carinho entre duas pessoas que se amam. O normal é o homem que tá do seu lado te achar linda e levantar a sua autoestima.

Mas eu sei que é verdade, que muita mulher tem vergonha de assumir que o relacionamento não vai bem. E, te juro, não sei o que se passa na cabeça dessas mulheres.

Não, não ter um companheiro não é um fracasso. Fracasso é manter um cara do seu lado que só te faz mal, que só te leva pra baixo.

“‘Protegida’, embora apavorada, é como a (..) Maria*, 28, se sente em relação ao ciúme do namorado – que já grampeou o telefone da casa dela onde ela mora com os pais e instalou um rastreador de informações em seu computador. Apesar de tudo isso, eles estão prestes a se casar (..). ‘Não sei por que insisto. Acho que é para não ficar sozinha’, diz. ‘Não teria ânimo para conquistar ninguém (..)'”

Quando eu li isso, demorei pra acreditar. Ela namora um psicopata (porque isso é coisa de psicopata, não?), sabe disso e mesmo assim vai casar com ele? Se ele faz isso agora enquanto apenas namoram, imaginem quando casar? Nossa!

Gata, acredite! Nesses casos é melhor ficar sozinha e VIVER! Do que ficar sem vida do lado de alguém assim. E não, você não precisa conquistar ninguém, ao menos que esse alguém seja você.

“Uma mulher que embarca numa relação assim geralmente já está com a autoestima baixa antes de o namoro começar. E o que acontece em seguida só piora a situação. É por isso que virar o jogo exige muito esforço.”

Concordo completamente com isso. Por este motivo que sempre defendo que, para se entrar numa relação, tem que antes estar de bem consigo mesma. Com sua autoestima em dia.

Eu, por exemplo, fiz isso. Comecei a me amar, a me amar muito e as coisas foram fluindo naturalmente e hoje estou plenamente feliz com tudo que tenho e conquistei.

“As tentativas da publicitária Joana*, 27, por exemplo, não deram resultado. A gota d’água foi quando o namorado reclamou – durante uma transa – que ela estava com muita celulite no bumbum. ‘Pensei: Não posso ter tão pouco amor próprio a ponto de achar isso normal’.”

Ah, para, cara! Isso nem é um Homem, é um babaca. Me desculpem o termo, mas chegar ao ponto de nem aproveitar o sexo para ficar procurando celulite na bunda da namorada? Realmente isso não é normal.

“Para o namorado, era uma brincadeirinha – mas estava longe disso. ‘Diversão é algo vivenciado junto com o outro, e não por meio da desqualificação’, explica Adelma Pimente, professora de psicologia (..). Junto com o desrespeito, o domínio também é uma marca de violência psicológica. ‘Quando tudo o que a pessoa faz é ruim na opinião do outro, há desrespeito’, diz Carolina. “Já o domínio se expressa principalmente  nas orientações de conduta. (..)'”

Sim, meu ex falava tudo em tom de brincadeira e se eu me chateasse com isso era porque não sabia aceitar brincadeiras, tava de mau humor ou de TPM. E eu acreditava nisso, porque, poxa….ele me amava e só estava sendo carinhoso do jeito dele. AHAM!

Quando tudo que o outro faz é ruim, não se tem amor. Pode se ter tido um dia, mas acabou. Porque junto com o amor, vem a admiração. Esses dois andam sempre juntos.

E quanto a orientações de conduta? Bom, ele chegou a falar um dia que eu estava breguíssima e que todos os amigos deles tinham comentado e me zuado (entre eles) que eu estava que nem a Kelly Key. Só depois eu fui saber que era mentira dele, que ele disse pra eu ficar com muita vergonha e não me vestir mais assim.

Mas não parou por aí, ele sempre ia comigo comprar roupas e não deixava eu escolher as que eu queria alegando que eram bem bregas, que ele ia me fazer me vestir bem, que nem uma “mocinha” (como ele dizia).

Lembro como se fosse hoje que uma vez estávamos numa festa e todos dançando muito e eu fui dançar até o chão (como todas as outras meninas da festa), ele agarrou meu braço com força e me puxou rápido do chão falando que isso era horrível e que eu tava fazendo ele morrer de vergonha. Eu acreditei nele, morri de vergonha na hora. Não lembro de ter sentido tanta vergonha. Me senti horrível.

“Outra forma comum de domínio é fazer com que a namorada se afaste dos amigos – e perca seus referenciais afetivos.”

Sim, ele não gostava de NENHUM amigo meu. A maioria das minhas amigas eram piranhas, a parte que sobrava ele achava falsa. Já os meninos, só queriam me “comer”.

E, como já falei isso antes aqui, fazia o tempo todo eu brigar com meus pais.

“No começo, Joyce achava o ciúme do namorado bonitinho. ‘Pensava: Ele me ama.'”

Sim, eu achava que isso tudo era amor. Que era zelo. E hoje eu sei que só eu não enxergava a verdade.

“‘Dá para sobreviver em uma situação assim. Mas uma coisa é sobreviver, e outra é ter uma vida de verdade’, define com perfeição, Carolina Scheuer.”

Eu escolhi viver. Fiz novos amigos e com eles eu dançava ATÉ O CHÃO. Era libertador encostar a mão no chão durante uma dança.

Beijos 😉

Se quiser falar comigo sobre qualquer assunto, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com. Amo seus e-mails e respondo TODO MUNDO.

Autoestima de hoje: Altíssima

O que me detonou: Essas lembranças

O que fiz de bom por mim: Lembrei que são só lembranças. Que o meu presente é maravilhoso

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janeiro 3, 2013. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Uncategorized.

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