Dia #68 – A Solidão eu deixei no Passado

Recebi um e-mail fofo de uma leitora tão fofa quanto, e que contou que terminou o namoro e tá meio ruizinha, sabe?! Lembrei tanto quando eu terminei meu namoro de quase 4 anos.

Foi meu primeiro namorado, meu primeiro homem. Eu tinha 18 anos e achava que era o amor da minha vida, que nunca ia acabar, que íriamos casar, ter filhos e envelhecer juntos. Até nomes dos filhos nós já tínhamos na cabeça. Minha mãe sempre me dizia que ele poderia ser meu primeiro, mas não era meu último e eu não poderia tratá-lo como o último homem do mundo. Odiava quando ela falava isso, porque tinha certeza, sim que ele era o primeiro e último homem da minha vida.

Minha mãe gostava, mas não gostava dele. Acho que mais engolia por causa de mim, não sei. Eu achava aquilo um absurdo, milhares de vezes briguei com meus pais por causa dele e caía na besteira de contar pro ex sobre as brigas. O que ele fazia? Me colocava contra meus pais, como qualquer outra faria.

Com isso aprendi que o que acontece com meus pais, eu deixo entre meus pais e eu e o que acontece com meu namorado eu deixo entre meu namorado e eu. Não misture. Não dá certo! No momento da raiva você quer desabafar com alguém, mas depois que a raiva passa você fica de bem com seus pais, mas seu namorado acaba ficando com raiva deles. O mesmo acontece ao contrário.

Quando terminamos, parecia que um buraco no chão tinha se aberto. Me vi completamente sozinha. Pela primeira vez na vida chorei no colo da minha mãe e eu dizia que sentia mais falta do “amigo” do que do “namorado”. Isso tudo porque abri mão da minha vida e vivi a dele, os meus amigos passaram a ser os amigos dele. Me sentia realmente muito sozinha.

Doía muito o meu peito, respirar fundo doía, parecia que tinha algum bolo impedindo minha respiração. Era uma dor que, apesar de todo mundo me dizer que ia passar, eu tinha a sensação de que não ia.

Solidão

Tive uma mega ajuda de um mega amigão, mesmo. Eu não tinha vontade de sair de casa, nem nada. Mas ele me forçou a sair. Começamos com uma viagem pra acampar num lugar maneiríssimo, Aldeia Velha. Desde então não parei de fazer amigos novos, amigos esses que só ficam mais firmes com o passar do tempo.

Eu nunca saí tanto na minha vida, saía todos os finais de semana. Ocupei todo o meu tempo livre, porque cabeça vazia é oficina do diabo. Não dava espaço pra pensar nele. E não digo de night, eu ia fazer social na casa de amigos (a maioria das sociais eram na minha casa, na verdade), ia em bares, passear no shopping, programas culturais, viagens, entre outras mil atividades.

Eu não tinha esquecido ele, eu tinha apenas optado por não sofrer, eu tinha apenas aprendido a viver sem ele.

Fazem mais ou menos 4 anos que terminamos e até o ano passado eu achava que não conseguiria esquecê-lo completamente. Até que ele foi lá em casa, nós ficamos e eu vi que não sentia absolutamente mais nada por ele. Foi uma sensação libertadora. Não sei nem explicar. Acho que até mesmo ele percebeu isso, porque ficou meio triste e me procurando por alguns dias depois.

Até que ele foi mega babaca comigo e aí que não quis mais ele na minha vida nem como amigo. Não tenho em nenhuma rede social e não quero mais nenhum tipo de contato com ele.

Hoje eu fico parando pra pensar e não consigo entender porque diabos eu era apaixonada por ele. Ele só me diminuia. Me dizia toda hora que eu precisava emagrecer e que quando emagrecesse, ele até teria ciúmes de mim. Me sentia completamente horrorosa quando ele dizia isso.

Nunca me deu flores nesse tempo todo de relacionamento. Cheguei a pedir muitas vezes (toda mulher quer ganhar flores, né?) e ele dizia que dar flores era jogar dinheiro fora porque flor murcha.

Num aniversário meu (nós já tínhamos terminado, mas estávamos de rolinho), ele me ligou e ao invés de me dar parabéns, me perguntou como ele fazia um Orkut. Chorei tanto nesse dia.

Descobri algumas mentiras que ele me contava pra eu ficar com ciúmes dele e até sentir raiva de algumas meninas.

Não me arrependo de nada que vivi com ele. Meus cunhados são a melhor “herança” que eu poderia receber desse relacionamento. Adoro demais esses dois e tenho como parte da minha família.

Me serviu para ter os pés mais no chão, não me iludir, não aceitar que me diminuam e, principalmente que ninguém é feliz pra sempre e nem triste por muito tempo.

E hoje eu tô aí. Achei que não ia passar, mas passou. Ninguém morre de amor.

Ah, e hoje eu sou amiga ainda dos amigos dele e ele não mais. Sou chamada para os aniversários, encontrinhos e tudo mais, ele não.

Beijinhos 😉

Para falar comigo sobre qualquer assunto, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Autoestima de hoje: Alta

O que me detonou: Lembrar dessa parte complicada da minha vida

O que fiz de bom por mim: Simplesmente deixei o passado NO PASSADO

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novembro 30, 2012. Tags: , , , , , , , , , , , , , . Uncategorized.

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